domingo, 12 de julho de 2026

Viagem à Antuérpia 4

 Hoje nosso passeio começa pela  Grote Markt ("Grande Praça do Mercado"), é uma praça situada no coração do bairro antigo da cidade. Enche-se de uma extravagante prefeitura, vários salões elaborados do século XVI, muitos restaurantes e cafés. 

La se encontra a prefeitura da cidade que é muito linda

 

 

Na praça podemos admirar em toda a sua área uma arquitetura típica

 

 

 

 

Uma das curiosidades que me chamou atenção é que em toda cidade turística da Europa existem charretes puxadas a cavalos, que levam os turistas geralmente para um passeio pelo centro.

No caso de Antuérpia essa charrete é elétrica para não poluir o ambiente

 

Essa praça nos remete a duas fabulas que são muito interessantes e que valem a pena ser contadas para melhor entendimento do centro.

A primeira é uma das principais curiosidades de Antuérpia e lembra  justamente o nome da cidade. Esta lenda é a origem do nome Antuérpia: Hand Werpen (mãos arremessadas, em holandês), que mais tarde foi modificado para Antwerpen, que significa Antuérpia em holandês.

Segundo a lenda, um gigante chamado Druon Antigoon, apossou-se do castelo às margens do Rio Escalda e cobrava pedágio de quem tentasse atravessar o rio.

Quando as pessoas não podiam pagar, ele cortava as mãos delas e jogava no rio. 

Silvius Brabo, um soldado romano mítico, tornou-se um herói da cidade quando desafiou o gigante. Assim como o gigante fazia com suas vítimas, Brabo também cortou as mãos dele e as jogou no rio.Em frente a Prefeitura da cidade está localizada a famosa estátua de Brabo jogando a mão decepada de Druon Antigoon que tentei tirar fotos de todos os lados para não perder as suas nuances

A fonte, capta o momento crucial do triunfo de Brabo, foi projetada e esculpida pelo famoso artista belga Jef Lambeaux (1852-1931). Lambeaux foi uma figura proeminente da arte belga, conhecida pelas suas esculturas de bronze monumentais e frequentemente teatrais. A sua obra "Brabo" é considerada uma das suas encomendas públicas mais significativas, revelando o seu talento dramático e o seu domínio da forma humana.

A Fonte de Silvius Brabo, em Antuérpia, foi oficialmente inaugurada a 21 de julho de 1887. Esta data torna-a uma adição relativamente moderna ao secular Grote Markt, mas o seu tema liga-a diretamente às mais profundas raízes históricas e míticas da cidade. A sua construção marcou um esforço deliberado para solidificar a identidade cívica de Antuérpia através da arte pública, comemorando uma lenda que, embora talvez não seja historicamente factual, moldou profundamente a auto-perceção da cidade.

A fonte é uma obra com vários níveis, erguendo-se dramaticamente no centro da praça. No seu ápice, a figura de bronze de Silvius Brabo ergue-se triunfante, em plena ação, enquanto atira a mão decepada do gigante para o ar, de onde a água cai em cascata para as bacias abaixo. A pose dinâmica de Brabo, com o seu físico musculado e expressão determinada, transmite força e vitória.

Abaixo do Brabo, a fonte incorpora vários elementos simbólicos. São frequentemente representadas figuras que representam os habitantes e o comércio de Antuérpia, bem como criaturas marinhas e figuras alegóricas relacionadas com o rio Escalda. A própria água, jorrando e fluindo, simboliza o livre fluxo do comércio e a prosperidade que o ato de Brabo supostamente restituiu à cidade. Toda a composição é rica em movimento e narrativa, convidando os espectadores a envolverem-se na história dramática que conta.

  

 


A segunda é uma escultura é de Nello e seu cão de estimação resgatado, Patrasche, heróis de um famoso conto do século XIX

Ao lado de fora da Catedral de Nossa Senhora de Antuérpia, está uma enorme estátua de um menino dormindo com seu cachorro de estimação debaixo de um cobertor de pedra. À primeira vista, a estátua parece “fofa”, mas a história por trás dela é realmente de partir o coração.

A história do menino Nello e seu cachorro Patrasche é famosa em todo o mundo e passa na Bélgica.

Nello, um pobre menino órfão, torna-se amigo de Patrasche, um cachorro abandonado. Eles vão para a cidade juntos todos os dias. Eles costumam visitar a catedral, onde Nello admira as pinturas de Rubens. Devido a uma série de contratempos, as vidas de Nello e Patrasche terminam nessa mesma catedral.

Eles morrem juntos pelas dificuldades.

Esta história de Natal comovente e atípica contém uma mensagem de orgulho e amizade incondicional

.A comovente história do menino e seu cãozinho,, por aqueles acasos de destino ficou muito popular no Japão que financiou a construção desta linda escultura representando a dupla e está hoje na frente da Catedral de Notre Dame
Nello e Patrasche são os personagens principais do romance de 1872

o período natalino a dupla tem um papel de destaque na cidade

Vejam a beleaza dela


2 comentários:

  1. Impressionante essa escultura do cachorro com o menino! Tdo muito lindo! Quero muito conhecer!!

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  2. Que fotos lindas!❤️👏

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