Hoje nosso passeio começa pela Grote Markt ("Grande Praça do Mercado"), é uma praça situada no coração do bairro antigo da cidade. Enche-se de uma extravagante prefeitura, vários salões elaborados do século XVI, muitos restaurantes e cafés.
La se encontra a prefeitura da cidade que é muito linda
Na praça podemos admirar em
toda a sua área uma arquitetura típica
Uma das curiosidades que me
chamou atenção é que em toda cidade turística da Europa existem charretes
puxadas a cavalos, que levam os turistas geralmente para um passeio pelo
centro.
No caso de Antuérpia essa
charrete é elétrica para não poluir o ambiente
Essa praça nos remete a duas fabulas que são muito interessantes e que valem a pena ser contadas para melhor entendimento do centro.
A primeira é uma das
principais curiosidades de Antuérpia e lembra justamente o nome da cidade. Esta
lenda é a origem do nome Antuérpia: Hand Werpen (mãos arremessadas, em
holandês), que mais tarde foi modificado para Antwerpen, que
significa Antuérpia em holandês.
Segundo a lenda,
um gigante chamado Druon Antigoon, apossou-se do castelo às margens do Rio
Escalda e cobrava pedágio de quem tentasse atravessar o rio.
Quando as pessoas não podiam
pagar, ele cortava as mãos delas e jogava no rio.
Silvius Brabo, um soldado
romano mítico, tornou-se um herói da cidade quando desafiou o gigante. Assim
como o gigante fazia com suas vítimas, Brabo também cortou as mãos dele e as
jogou no rio.Em frente a Prefeitura da cidade está localizada a famosa estátua
de Brabo jogando a mão decepada de Druon Antigoon que tentei tirar fotos de todos os
lados para não perder as suas nuances
A fonte, capta o momento
crucial do triunfo de Brabo, foi projetada e esculpida pelo famoso artista
belga Jef Lambeaux (1852-1931). Lambeaux foi uma figura proeminente da arte
belga, conhecida pelas suas esculturas de bronze monumentais e frequentemente
teatrais. A sua obra "Brabo" é considerada uma das suas encomendas
públicas mais significativas, revelando o seu talento dramático e o seu domínio
da forma humana.
A Fonte de Silvius Brabo, em Antuérpia, foi oficialmente
inaugurada a 21 de julho de 1887. Esta data torna-a uma adição relativamente
moderna ao secular Grote Markt, mas o seu tema liga-a diretamente às mais
profundas raízes históricas e míticas da cidade. A sua construção marcou um
esforço deliberado para solidificar a identidade cívica de Antuérpia através da
arte pública, comemorando uma lenda que, embora talvez não seja historicamente
factual, moldou profundamente a auto-perceção da cidade.
A fonte é uma obra com vários
níveis, erguendo-se dramaticamente no centro da praça. No seu ápice, a figura
de bronze de Silvius Brabo ergue-se triunfante, em plena ação, enquanto atira a
mão decepada do gigante para o ar, de onde a água cai em cascata para as bacias
abaixo. A pose dinâmica de Brabo, com o seu físico musculado e expressão
determinada, transmite força e vitória.
Abaixo do Brabo, a fonte
incorpora vários elementos simbólicos. São frequentemente representadas figuras
que representam os habitantes e o comércio de Antuérpia, bem como criaturas
marinhas e figuras alegóricas relacionadas com o rio Escalda. A própria água,
jorrando e fluindo, simboliza o livre fluxo do comércio e a prosperidade que o
ato de Brabo supostamente restituiu à cidade. Toda a composição é rica em
movimento e narrativa, convidando os espectadores a envolverem-se na história
dramática que conta.
A segunda é uma escultura é de
Nello e seu cão de estimação resgatado, Patrasche, heróis de um famoso conto do
século XIX
Ao lado de fora da Catedral de
Nossa Senhora de Antuérpia, está uma enorme estátua de um menino dormindo com
seu cachorro de estimação debaixo de um cobertor de pedra. À primeira vista, a
estátua parece “fofa”, mas a história por trás dela é realmente de partir o
coração.
A história do menino Nello e
seu cachorro Patrasche é famosa em todo o mundo e passa na Bélgica.
Nello, um pobre menino órfão,
torna-se amigo de Patrasche, um cachorro abandonado. Eles vão para a cidade
juntos todos os dias. Eles costumam visitar a catedral, onde Nello admira as
pinturas de Rubens. Devido a uma série de contratempos, as vidas de Nello e
Patrasche terminam nessa mesma catedral.
Eles morrem juntos pelas
dificuldades.
Esta história de Natal
comovente e atípica contém uma mensagem de orgulho e amizade incondicional
.A comovente história do
menino e seu cãozinho,, por aqueles acasos de destino ficou muito popular no
Japão que financiou a construção desta linda escultura representando a dupla e
está hoje na frente da Catedral de Notre Dame
Nello e Patrasche são os personagens principais do romance de 1872
o período natalino a dupla tem
um papel de destaque na cidade
Vejam a beleaza dela