quinta-feira, 26 de setembro de 2024

RASIGLIA UMBRIA ITALIA

 Rasiglia é uma aldeia montanhosa do município de Foligno região de Perugia e pertencente á Umbria

A cidade está localizada a 648  acima do nível do mar , a cerca de 18 km da capital Foligno, ao longo da antiga estrada estadual Sellanese 319 que leva ao alto Valnerina , depois de ter se separado da antiga estrada estadual 77 do Val di Chienti em Casenove e ao longo o rio Menotre no vale do mesmo nome.

Rasiglia também é recentemente conhecida como "Borgo dos riachos" ou "Veneza da Úmbria", devido aos cursos de água que atravessam o pequeno centro da aldeia: graças a eles desenvolveu-se uma próspera indústria têxtil desde a Idade Média, que utilizava água como energia para mover os teares. Apesar do seu pequeno tamanho, Rasiglia tornou-se recentemente um destino turístico popular, especialmente durante o verão, capaz de atrair um elevado número de visitantes todos os anos






Se dá muito valor as nascentes e corredeiras que passaram a ser a atração turística maior da cidade






Reparem que foi uma cidade fortificada, que podemos ver através de ruinas, tendo um papel bastante importante na segunda guerra.









A cidade apesar de ser muito pequena é muto agradável vejam através das fotos durante nossa visita





Apesar de pequena se encontra vestígios do mundo moderno através das grades de uma janela







As águas que ali correm serviam antigamente para mover os teares, que produziam tecidos artesanais dando o sustento da cidade.








Nesta sala se tingia os tecidos




A seguir vamos colocar fotos das nascentes e riachos, ponto de atração maior, que se distribuem pela cidade 
As aguas são  tão límpidas que fica as vezes difícil mostrar nas fotografas












Em toda essa beleza pudemos ainda achar uma foto para a nossa coleção de artísticas, uma janela forrada de teias de aranha




Só para dar agua na boca de todos,  nosso almoço foi um delicioso nhoque






 


Regressamos à Firenze e para nossa surpresa durante a volta nos disseram sobre uma cidadezinha chamada Selano que explica bem porque a Itália tem um viés turístico dos mais interessantes do mundo que mostraremos em outra oportunidade, 
Até lá
































terça-feira, 24 de setembro de 2024

GARGONZA

 

Procurando sempre fazer passeios em lugares mais frescos, pois o clima em agosto, quando ali estivemos, estava muito quente, desta vez fomos a uma cidadela, chamada Gargonza que é uma frazione (denominação dada pelos italianos), pertencente a comuna de San Savino, província de Arezzo,  região da Toscana.






Para se ter uma ideia Gargonza está a  mais ou menos 500 metros de altitude

De origem medieval, as primeiras menções datam do século XIII. Devido à sua posição estratégica, a vila fortificada de Gargonza esteve durante muito tempo no centro dos conflitos entre Guelfos e Gibelinos . Em 1304 , segundo alguns historiadores, acolheu Dante Alighiere , que participou num encontro entre os gibelinos fiorentinos e os Arezzo . Alguns anos depois, o castelo foi sitiado pelos florentinos; em 1381 passou para a Republica de Siena, apenas para ser ocupada novamente pelas milícias de Florença. Em 1443, a revolta da população local provocou dura repressão por parte dos florentinos, que arrasaram a vila, deixando de pé a torre do topo da vila.

Pelas primeiras imagens temos a certeza de estar em território toscano pela sua marca tradicional dos ciprestes e por uma plantação inicial de videiras, coisa que só tinha visto já adultos adultas em produção,

 



Pela estrada passamos pela entrada e pequena vista do Palacio de Gargonza que hoje é um hotel refinadíssimo.

 




Em 1546 o castelo passou para a família Lotteringhi della Stufa; durante o século XVIII,  passou a ser propriedade dos marqueses Corsi, tornando-se uma propriedade agrícola. Na primeira metade do século XIX, a vila abrigava mais de 500 pessoas.

Na segunda metade do século XX, após o despovoamento da vila, o castelo foi restaurado por vontade do Conde Roberto Guicciardini Corsi Salviati e adaptado para fins turísticos.

Finalmente entramos na cidade





A porta dá acesso à praça principal, perto da qual, além do poço, ergue-se a igreja dos santos Tibúrcio e Susana, século XIII, restaurada em 1928 por  Giuseppe Castellucci  que estava fechada . 

Andamos pela cidade procurando tirar fotos que pudéssemos mostrar a parte intra muros da cidadela. Como bom e belo borgo italiano não se encontra uma viva alma nas ruas a não ser alguns turistas como nós de vez em quando.

 


 










Nesse ermo e distante lugar, encontramos um albergo que acreditamos seja de reclusão para os hospedes ou um lugar para não encontrar ninguém.

Mas pelas fotos deve ter tido uma festa muito recente

 








Do outro lado do muro pudemos sair da cidade e fotografar  como era o muro original do muro 







Ainda tivemos a oportunidade de buscar um tipo de foto  que  me da prazer em fotografar para meus arquivos para arquitetura de ambientes e designe,





Amanhã vamos a novos lugares   Até

 















domingo, 22 de setembro de 2024

ESCULTURAS DA PIAZZA DELLA SIGNORIA EM FIRENZE ITALIA 1

 

No coração de Firenze, bem próximo ao Duomo  se encontra a Piazza della Signoria, onde se localiza um grande número de obras de arte e o Palazzo Vecchio

Quando se vai mais de uma vez a Firenze, um dos atrativos é sentar na Piazza della Signoria , primeiro para um descanso, segundo para apreciar as maravilhas das obras de arte que lá estão e terceiro divertir-se com o imenso número de turistas de toda a parte do mundo, com suas características próprias como vestimentas, hábitos etc..

Conosco aconteceu uma vez estarmos ali descansando, e ao nosso lado sentou um casal alemão que acreditamos estava na hora do lanche deles e tiraram da mochila dois pepinos, crus e sem tempero nenhum, que saborearam como dois chocolates. Pensamos, cada um se alimenta do seu jeito e segunda suas tradições.

A Piazza della Signoria não se baseia em uma concepção uniforme, nem para a forma da praça em si, nem para a arquitetura emoldurada. É dominado no sudeste pelo Palazzo della Signoria, que tem sido chamado de Palazzo Vecchio desde a época dos Grão - Duques da Toscana

A construção é atribuída ao arquiteto Arnolfo di Cambio. Em 1540, o grão-duque Cosimo I de Médici decidiu mudar sua residência para o Palazzo. As obras de renovação incidiram principalmente no interior e no prolongamento, não tendo a fachada em direção à Piazza della Signoria sido afetada.

 



 Na praça podemos admirar diversas obras de arte como a réplica de  David de Michelangelo (o original está na Accademia delle Arti del Disegno há 200 anos),

 



 Uma cópia da estatua de mármore "Hércules mata Cacos" de Baccio Bandirelli do conto “Os doze trabalhos de Hercules”



Há também  uma cópia da estátua de bronze "Judith e Holofernes" de Donatello (o original está no Palazzo Vecchio)



Essa obra originalmente ficava dentro do palácio, e significava a virtude que derrota o vício, mas ele foi saqueado pela população quando os Medici foram expulsos da cidade pela segunda vez, e colocada triunfantemente na praça como símbolo do poder do povo de matar tiranos. Hoje o original está de novo dentro do palácio,

A Fonte de Netuno de Bartolomeo Ammanatti,  foi feita para para engrandecer as conquistas náuticas da TOSCANA.  Vejam como é bonita e reparem na coloração dos cavalos e para da mesma que o mármore e de cor avermelhada uma maravilha.

 







     Outra obra de arte que chama a atenção e a a estátua equestre de Cosimos I de Giambologna

 



 

Ao lado da  porta do Palazzo Vecchio encontram-se as duas extremidades marmóreas (termini marmorei), a masculina de Vincenzo de Rossi e a feminina de Baccio Bandinelli, as quais retomam uma tipologia da estatuária clássica, representando Adão e Eva




Sobre o portal principal assenta o frontispício decorativo em mármore, datado de 1528. Ao centro, flanqueado por dois leões, encontra-se o Monograma de Cristo, circundado pela frase "Rex Regum et Dominus Dominantium" (Jesus Cristo, Rei dos Reis e Senhor dos Senhores). Esta inscrição remonta ao tempo de Cosme I e substitui a inscrição precedente inspirada em Savoranola. De facto, esta última declarava Cristo como soberano de Florença, tendo o monge intenção de dar a entender que ninguém poderia ousar "deslocar" Cristo e tomar o comando da cidade. Cosme I fê-la substituir subtilmente, dando-lhe outro sentido, indicando Cristo como Rei, sim, mas Rei dos Reis e Senhor dos Senhores.


 



Na próxima publicação iremos entrar no átrio do Palazzo Vecchio que é maravilhoso aguardem

quarta-feira, 18 de setembro de 2024

BISTECCA FIORENTINA



 Depois de  toda a confusão causada pela COVID estivemos na Itália  em 2022 e retornamos agora em  agosto de 2024, resolvemos continuar a publicar no nosso blog, para contar nossas aventuras que ainda não foram descritas.

Vamos recomeçar mostrando para vocês como é preparada a famosa Bistecca Fiorentina que é o prato que não se deve deixar de comer toda vez que se vai à Firenze.

Estivemos em um final de semana  na Campagna, um lugar que os fiorentinos nossos amigos Franco e Loretta, costumam chamar a casa de campo deles. O lugar fica na comune de Pian di Scò que pertence a província de Arezzo região de Firenze na Toscana. Para que  possam ter uma ideia da campagna lá eles tem horta, galinhas e frutas e uma  tem uma centenas de oliveiras que produzem um azeite boníssimo, que tem 0,2 % de acidez e aqueles que apreciam a iguaria, para saber a qualidade de um azeite, usam esse parâmetro. Não preciso dizer que ganhamos 3,5 litros que tivemos que fazer o esforço de portar em nossa bagagem de volta.

Voltando ao nosso assunto principal e de acordo com a escritora Maria Luisa Incontri, o nome bisteca vem do termo britânico  “beef-steak”  e,  sua história em  Florença  vem desde 1565, especificamente em 23 de março na praça San Lorenzo. Para celebrar o casamento de Paolo Orsino e Isabella, filha do duque de Florença, um boi inteiro foi assado na Piazza San Lorenzo e distribuído ao povo. Florença na época dos Médici era uma grande encruzilhada para os viajantes. Dizem que alguns cavaleiros ingleses estavam nas celebrações na praça e, ao ver aqueles bifes, começaram a gritar: “beef-steak”. Dizem que os florentinos, tentando imitá-los, não conseguiram repetir as duas palavras e as transformaram em “bis-tick”, que se tornou “bistecca”.

Para ser a famosa BISTECCA FIORENTINA tem que ser uma bisteca obtida a partir do corte do lombo (a parte correspondente às vértebras lombares, metade das costas da parte do rabo) do vitelo da raça Chianina (tipicamente Toscana): possui o osso em forma de “T” no meio, na verdade, em inglês chama-se T-bone Steak, com o filé de um lado e o contrafilé do outro. A carne é previamente amadurecida por pelo menos duas semanas nas câmaras frias – no momento do cozimento deve estar em temperatura ambiente.

Sempre deve ter de  5-6 cm de altura e 1,5-2 kg de  peso.

Tudo se inicia com a preparação de uma fogueira para que se obtenha um braseiro abundante como na figura abaixo



Veja que a fogueira é feita diferentemente de nossa churrasqueira pois esta no mesmo plano do fogo,


Essa fogueira tem a função de produzir brasa que será a fonte de calor para assar a bisteca




Ao lado do braseiro é colocada uma grelha que será o suporte para a confecção da bisteca e para debaixo dela puxar a brasa, sem fogo, que assará a bisteca





Notem que enquanto se forma o braseiro se coloca algumas linguiças apar ja irem tostando para quem não gosta de carne crua como é necessariamente finalizada a bisteca
É chegada a hora de trazer a protagonista da refeição a BISTECCA FIORENTINA
Vejam que maravilha



Com abrasa espalhada se coloca a bisteca sobre o fogo tomando o cuidado de primeiramente tostar as bordas 



A bisteca deve ter uma espessura que consiga ficar em pé sozinha 



A bisteca permanece por dois ou três minutos de cada lado




Finalmente é pronta para se levar a mesa





Nessas alturas estamos todos quase morrendo afogados, pela agua na boca, que deixamos de fotografar ela cortada, mas achanamos uma foto que mostra bem a quão cru é o ponto final de cozimento






Mas pudemos no final mostrar o que sobrou dela


Devemos lembrar que evidentemente tudo foi regado a um bom vinho produzido artesanalmente pelo vizinho 


Ficará como um dia de inesquecível, finalizado por este apetitoso jantar ou cena, como dizem os italianos. 

Até mais